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Ambiente de Teste do SIG-UFLA (28/03/2026)
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Esta página exibe os dados de um Projeto de Extensão.

Índice:

Informações de RegistroDados Gerais do Projeto de ExtensãoDados de Renovação do Projeto
Dados do Coordenador do ProjetoSituação do ProjetoHistórico de Coordenação
Histórico de Avaliações
Informações de Registro

Número de Registro: 30/2026

Dados Gerais do Projeto de Extensão

Título: Conhecer para conservar: a importância do meio natural para o desenvolvimento humano e para a conservação

Programa de Extensão: (indefinido)

Resumo da Proposta: O projeto tem como objetivo aproximar os participantes do meio natural, estimulando a reflexão crítica sobre sua importância para o desenvolvimento humano e para a conservação ambiental. A proposta parte do entendimento de que as áreas naturais exercem papel essencial na proteção da biodiversidade, dos recursos hídricos e dos processos ecossistêmicos, ao mesmo tempo em que fortalecem os vínculos entre as pessoas e a natureza. A iniciativa está fundamentada em práticas de educação ambiental e interpretação, que buscam atribuir significados à natureza, à cultura e à história por meio das experiências individuais e coletivas. Por meio de encontros mensais ao longo de um semestre, serão realizadas atividades participativas que envolvem temas como fauna, flora, interações humanas com o ambiente e valorização das paisagens. Ao unir ciência, sensibilização e vivências práticas, o projeto pretende enriquecer a experiência dos participantes, estimulando atitudes conservacionistas e o reconhecimento do meio natural como elemento fundamental para o bem-estar humano e para a sustentabilidade socioambiental.

Área Temática: Meio Ambiente

Instituições Parceiras: Instituições educacionais de Lavras - MG

Número Estimado de Participantes: 100

Locais de Realização: Escolas de Lavras - MG.

Data de Início: 06/04/2026

Data de Término: 18/12/2026

Justificativa:

A Educação para a Biodiversidade constitui um importante instrumento para aproximar os estudantes da natureza e promover o reconhecimento do valor ecológico, social e cultural da fauna e da flora. Embora a temática ambiental esteja presente em documentos normativos como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN) e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ainda há lacunas quanto à vivência prática e à compreensão da biodiversidade. Em grande parte das escolas, o estudo da natureza ocorre de forma teórica e distante da realidade dos estudantes, o que limita a construção de vínculos significativos com o ambiente. O contato direto com a natureza,
por sua vez, tem se mostrado essencial não apenas para o aprendizado, mas também para o bem-estar físico e emocional, contribuindo para o desenvolvimento de empatia, curiosidade e senso de pertencimento. Nesse sentido, o presente projeto de extensão propõe integrar educação, natureza e experiência, estimulando a formação de uma consciência ambiental crítica e afetiva, que reconheça a interdependência entre seres vivos e ecossistemas e fortaleça o compromisso com a conservação da biodiversidade.

Caracterização dos Beneficiários: Estudantes do ensino fundamental de escolas de Lavras, Minas Gerais.

Objetivos:

1. Promover a sensibilização dos estudantes diante de temas relacionados a
biodiversidade e conservação.
2. Promover o contato com a natureza incentivando o bem-estar.
3. Promover a extensão universitária para ampliar os horizontes da ciência.

Metas:

Ampliar os conhecimentos dos estudantes de diversas escolas lavrenses
sobre o meio ambiente e sua conservação, durante os períodos letivos de 2026 e 2027. Auxiliar na manutenção do bem-estar dos estudantes, amenizando o estresse causado pelo período letivo.

Fundamentação Teórica:

As Unidades de Conservação (UC) exercem papel essencial na proteção de áreas naturais, contribuindo para preservar a biodiversidade, os recursos hídricos e os processos ecossistêmicos (Watson et al., 2014). Instituídas pela Lei nº 9.985/2000, essas áreas garantem a integridade ambiental e promovem o bem-estar humano, fortalecendo a conexão entre as pessoas e o ambiente natural. Destaca-se o conceito de biofilia, definido por Wilson (1986) como a predisposição biológica humana em buscar vínculos com a natureza e organismos vivos. Promover a aproximação entre pessoas e natureza, especialmente por ações educativas, cria um cenário propício à conservação, pois tendemos a cuidar daquilo que nos gera prazer, pertencimento e contentamento (Meng et al., 2025).

Para que as ações de conservação sejam efetivas e duradouras, é fundamental o engajamento da sociedade com as Áreas Protegidas (Blondet et al., 2017; Rakotonarivo et al., 2018). Nesse sentido, a Educação Ambiental (EA) é uma ferramenta estratégica de sensibilização e transformação. Essa prática pedagógica compreende três vertentes: a conservadora, centrada na proteção da natureza e sensibilização individual; a pragmática, que enfatiza soluções práticas e imediatas para problemas ambientais; e a crítica, que adota abordagem político-pedagógica, relacionando questões ambientais às desigualdades sociais e estruturais do sistema econômico, inspirada em Paulo Freire (Santos, 2015). Articular conservação, pertencimento e educação constrói caminhos mais eficazes e inclusivos para o cuidado ambiental.

O ensino sobre a convivência harmônica com a natureza é essencial para combater problemas ambientais enfrentados pela humanidade (da Silva Medeiros; Haydu, 2018). A interpretação é uma ferramenta de grande valor na educação ambiental, explorando de forma recreativa os conteúdos relacionados ao ambiente. Apesar de parecidos, os termos são distintos: a educação ambiental objetiva resgatar valores e saberes em espaços educacionais (Loureiro, 2005), enquanto a interpretação ambiental atribui significados à natureza, cultura e história a partir das experiências individuais (Tilden, 1957). Edwards (1979) destaca seu papel em abrir a mente aos sinais do mundo. Esse movimento surgiu com a criação dos primeiros parques norte-americanos e a busca por recreação na natureza, onde momentos de lazer geram conhecimentos sobre o ambiente (Ham, 2007; Vasconcellos, 2006).

A interpretação ambiental é amplamente utilizada no mundo, oferecendo benefícios pessoais, sociais e ambientais aos parques, áreas protegidas e comunidades envolvidas (POWELL C HAM, 2008; BAPTISTA; MOREIRA, 2020). Quando realizada adequadamente, enriquece a experiência ecoturística (WEILER; BLACK, 2015, LEE; JAN; CHEN, 2021). As conexões criadas entre o público e o local podem engajar o visitante a ter atitudes conservacionistas nesse lugar (POWELL C HAM, 2008) e além dele (SIM et al., 2018). A importância da interpretação é tamanha que os planos de manejo da Instrução Normativa n° 07/2017 destacam essa prática (Caetano et al., 2018).

As unidades de conservação que permitem visitação são os objetos principais para elaborar programas de interpretação ambiental (da Silva Medeiros; Haydu, 2018). Estes programas são ferramentas eficazes para o manejo das UC, auxiliando na redução de impactos negativos, potencializando os positivos, e ajudando no desenvolvimento socioeconômico da visitação (Caetano et al., 2018). Contudo, a interpretação não se restringe às UC, podendo ser aplicada em quaisquer ambientes, adaptando o conteúdo à realidade local para moldar a percepção das pessoas. O grau de influência de um programa de interpretação depende da profundidade das mensagens formuladas e apresentadas (Ham, 2007).

Também é fundamental conhecer o perfil do público-alvo para traçar os melhores caminhos para as mensagens dos programas de interpretação (Moreira, 2014). Elaborar programas de interpretação ambiental em escolas públicas tem enorme potencial para transformar a percepção de jovens sobre o meio ambiente, devendo ter maior presença nas aulas (Campos; de Carvalho; Leão, 2025). Este autor conclui que a matriz curricular brasileira apresenta gargalos na aplicação da interpretação ambiental, sendo necessário maior divulgação e investimentos nesta área.

Metodologia: Com a finalidade de promover o interesse dos participantes em temas voltados à conservação ambiental, o projeto englobará atividades teórico-práticas, em escolas do município de Lavras, Minas Gerais, com encontros abordando temas como biodiversidade, conservação e paisagem, temas em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), além da interpretação ambiental. Inicialmente, será realizada a articulação com escolas públicas. O projeto será dividido em etapas, sendo distribuídas em (a) firmar parceria com escolas de âmbito público interessadas na temática abordada; (b) definição da faixa etária e prazos de acordo com a disponibilidade da rede de ensino; (c) início das atividades, com cinco encontros, distribuídas em aulas teóricas e práticas; (d) analisar e discutir os resultados obtidos através do projeto. Contudo, para avaliar o impacto do projeto, serão realizadas avaliações antes e depois da execução das atividades, contemplando tanto a percepção ambiental dos alunos quanto possíveis efeitos sobre o bem-estar mental, permitindo mensurar mudanças ao longo do processo. A metodologia proposta contará com cinco encontros estruturados para contemplar conhecimentos relacionados à fauna, ambiente e conservação. O primeiro encontro será destinado à avaliação da percepção ambiental prática dos alunos, possibilitando identificar como compreendem e interpretam elementos do ambiente antes das intervenções educativas. No segundo encontro será ministrada uma aula expositiva, abordando os temas biodiversidade, paisagem e interações ecológicas. Os terceiro e quarto encontros terão caráter interativo, utilizando objetos representativos de animais e plantas presentes na região de Lavras para aproximar os conteúdos teóricos da realidade local, estimular a observação, fortalecer a participação ativa dos alunos e ampliar a compreensão sobre a importância ecológica dessas espécies. O quinto e último encontro consistirá em uma atividade prática realizada em ambiente natural, onde será conduzida uma interpretação ambiental para que os alunos possam vivenciar o meio ambiente, reconhecer elementos da paisagem, observar espécies e relacionar os conteúdos discutidos anteriormente com o espaço visitado. Ao final desse encontro será aplicado a avaliação pós-atividades, permitindo comparar as percepções iniciais e finais dos participantes. Os dados obtidos nos instrumentos avaliativos e nas observações feitas durante as atividades serão analisados de forma integrada, possibilitando compreender como o projeto influenciou a percepção ambiental de estudantes em diferentes faixas etárias, além de avaliar o alcance educativo das ações propostas ao longo do semestre.

Impactos na Formação Discente: A participação dos discentes de graduação e Pós-Graduação na execução do projeto contribui significativamente para sua formação acadêmica e pessoal, ao integrar teoria e prática no campo da educação ambiental. O envolvimento direto nas atividades de sensibilização e mediação com estudantes possibilita o desenvolvimento de competências pedagógicas, comunicativas e de trabalho em equipe, além de fortalecer o senso de responsabilidade social e ambiental. Essa vivência proporciona uma compreensão mais ampla sobre o papel transformador da universidade na sociedade e desperta nos graduandos uma postura crítica e engajada frente aos desafios da conservação da biodiversidade e da promoção do bem-estar humano.

Relação Ensino, Pesquisa e Extensão: A indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão constitui a base da formação universitária e o alicerce para o diálogo entre conhecimento acadêmico e sociedade. Este projeto de extensão promove essa integração ao envolver discentes de graduação e Pós-Graduação na aplicação prática dos saberes adquiridos em sala de aula, estimulando a reflexão crítica e o compromisso social. As ações educativas desenvolvidas junto a estudantes da educação básica possibilitam o compartilhamento do conhecimento científico produzido na universidade, especialmente nas áreas de ecologia, conservação e educação ambiental. Ao mesmo tempo, o contato com a comunidade escolar retroalimenta o processo de ensino e pesquisa, despertando novas questões e fortalecendo o papel da universidade como agente transformador e multiplicador de valores voltados à conservação da biodiversidade e ao bem-estar coletivo.

Relação com a Sociedade e Impacto Social: O projeto visa ampliar o alcance do conhecimento sobre a conservação da biodiversidade. Em grande parte das escolas, o estudo da natureza ocorre de forma teórica e distante da realidade dos estudantes, o que limita a construção de vínculos significativos com o ambiente. O contato direto com a natureza, por sua vez, tem se mostrado essencial não apenas para o aprendizado, mas também para o bem-estar físico e emocional, contribuindo para o desenvolvimento de empatia, curiosidade e senso de pertencimento. Assim, o projeto será benéfico para a conservação ambiental e para o bem-estar dos envolvidos.

Resultados Esperados: O projeto pretende fortalecer a relação dos estudantes com a natureza por meio de atividades teóricas, interativas e práticas. Espera-se que os participantes ampliem seus conhecimentos sobre biodiversidade, processos ecológicos e conservação, ao mesmo tempo em que desenvolvem maior interesse pela ciência e pelas questões ambientais. A integração entre conteúdo em sala e interpretação ambiental no Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito possibilita que os estudantes compreendam o tema de forma contextualizada e mais próxima da realidade. A partir dessas vivências, espera-se também uma mudança na percepção ambiental dos grupos envolvidos. O contato direto com elementos naturais, associado à mediação durante as atividades, pode levar os estudantes a reconhecerem a importância das áreas protegidas, a relação entre seres vivos e a necessidade de práticas conservacionistas. Esse processo contribui para uma visão mais consciente sobre o papel de cada indivíduo na manutenção dos ambientes naturais. Além disso, espera-se que a natureza passe a ser reconhecida como um espaço que favorece o bem-estar. As experiências ao ar livre permitem que os estudantes identifiquem sensações de tranquilidade, redução de estresse e maior conexão com o ambiente, o que pode incentivar um vínculo mais positivo com a natureza. De maneira integrada, o projeto busca ampliar o conhecimento, incentivar o interesse científico, aprimorar a percepção ambiental e fortalecer a relação dos estudantes com os ambientes naturais, contribuindo para a formação de uma postura mais consciente e responsável.

Indicadores de Acompanhamento e Avaliação: A avaliação do projeto será por meio de questionários. O primeiro será antes de iniciarmos o conjunto de aulas, para avaliarmos a proximidade nos estudantes sobre os temas abordados (biomas, conservação, biodiversidade, etc). O segundo questionário será realizado ao final do projeto, com as mesmas perguntas, a fim de identificarmos sua eficácia e se houve aproveitamento do aprendizado pelos alunos.

Cronograma: O projeto é composto por cinco aulas, que serão ministradas durante três meses em cada escola envolvida. Podendo ser uma vez por semana ou a cada 15 dias, a depender do calendário escolar de cada educandário participante.

Descrição Resumida: O projeto tem como objetivo aproximar os participantes do meio natural, estimulando a reflexão crítica sobre sua importância para o desenvolvimento humano e para a conservação ambiental. Ao unir ciência, sensibilização e vivências práticas, o projeto pretende enriquecer a experiência dos participantes, estimulando atitudes conservacionistas e o reconhecimento do meio natural como elemento fundamental para o bem-estar humano e para a sustentabilidade socioambiental.

Equipe:

Alunos de Graduação:

Nenhum


Docentes:

Nenhum


Técnicos Administrativos:

Nenhum


Alunos de Pós-Graduação:

  • DUNIA LASMAR - Tipo: Voluntário - Início: 18/03/2026 - Término: Não definido - Vínculo: Ativo
  • FLÁVIO FERNANDO VILAS BÔAS DE OLIVEIRA - Tipo: Voluntário - Início: 18/03/2026 - Término: Não definido - Vínculo: Ativo
  • MARIA EDUARDA CAMILO PEIXOTO - Tipo: Voluntário - Início: 18/03/2026 - Término: Não definido - Vínculo: Ativo
  • JOSÉ LUÍS LEAL - Tipo: Voluntário - Início: 18/03/2026 - Término: Não definido - Vínculo: Ativo

Outros Usuários:

Nenhum

Dados de Renovação do Projeto

Renovações de Projetos:


Renovações associados ao Projeto
InícioTérminoData de Solicitação pelo CoordenadorData de Aprovação pela PROEEC
Nenhuma renovação do projeto de extensão foi cadastrada

Dados do Coordenador do Projeto

Coordenador do Projeto: MARCO AURELIO LEITE FONTES

Setor: DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS

E-mail Institucional: fontes[em]ufla.br

E-mail Alternativo: marco.a.l.fontes[em]gmail.com

Situação do Projeto

Situação de Aprovação: Registrado

Submetido pelo Coordenador do Projeto em: 18/03/2026 - 16:04:50

Aprovado pelo Conselho Departamental (Lavras) ou pelo Colegiado de Extensão (Paraíso) em: 18/03/2026 - 16:19:57

Aprovado pelo Colegiado de Extensão (Lavras) ou pelo Diretor da UA (Paraíso) em: Nenhuma

Histórico de Coordenação

Histórico de Coordenação:

  • MARCO AURELIO LEITE FONTES: De 18/03/2026 em diante.

Histórico de Avaliações
Data/HoraDescrição
18/03/2026 - 16:19:57Projeto de Extensão aprovado pelo Chefe de Departamento e enviado para o Colegiado de Extensão para aprovação. (PAULO RICARDO GHERARDI HEIN)
19/03/2026 - 13:47:46Projeto de Extensão registrado. Número de registro: 30/2026 (RAFAEL PERON CASTRO)

Universidade Federal de Lavras - UFLA

SIG-UFLA - Versão 1.98.10

Créditos